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Esse judeu ortodoxo que faz um reggaezinho meio safado, com influências do alcoorão, vem conquistando a Europa e Estados Unidos. Aqui no Brasil já se ouve pelo rádio e pelos clips, mas o que tem de mais na música do Matisyahu ?
Particularmente acho que não tem nada de mais, é só mais um cara que está fazendo reggae, mas que está "bombando" pelo apelo visual e pela proposta inovadora de misturar a sua religião com a música.
Sugiro esquecer esse hype em torno desse cara e correr para os discos do Bob Marley, Gladiators, Bunny Wailer, Peter Tosh, Gregory Isaacs e até Alpha Blondy !
Duvido que daqui uns 10 anos esse cara ainda esteja na atividade musical e esse disco que está bombando agora, nem será lembrado.
Em tempos de músicas descartáveis, é de se parabenizar a iniciativa do selo pôr do som, que nos brinda com um belo disco, homenageando o grande compositor João do Vale (falecido há 10 anos), através do maranhense Tião Carvalho.
Tião já tinha lançado um excelente disco pela pôr do som, chamado Quando dorme Alcântara, em que vários ritmos se alternavam pelo cd, num tiroteio variado, porém certeiro. Tião chegou a fazer apresentações pela Europa e ganhou diversos prêmios por esse disco.
O compositor João do Valle dispensa apresentações, muitas de suas músicas foram gravadas por centenas de artistas e é possível que você tenho ouvido algo dele no barzinho com os amigos ou naquela lual na praia, o fato é que Tião Carvalho mescla canções pouco conhecidas, como Baião de Viola, Os Óio de Anabela, Todos Cantam sua Terra; juntamente com as já consagradas Matuto Transviado (Coronel Antonio Bento), conhecida pela grande interpretação de Tim Maia, A Voz do Povo, Peba na Pimenta, Carcará (gravada no ritmo de Bumba meu Boi), também cantada magistralmente por Zé Ramalho e outras.
No disco Tião Carvalho vem acompanhado por Renata Amaral (baixo), César Peixinho (percussão), Adriano Busko (bateria), Marquinho Mendonça (cordas), além de 29 músicos convidados, o disco contou ainda com as participações especiais de Zeca Baleiro, Trio Virgulino e Divina Batucada e direção musical de Rogério Rochlitz.
Se você está procurando algo que satisfaça os seus ouvidos e quer sair da mesmice que impera nas rádios, procure urgentemente esse cdzinho.
Maiores informações nos sites abaixo:
www.tiaocantajoao.com.br
Na última sexta feira (18/08) rolou um festival de bandas no estúdio Rock Together em Santana, o espaço é muito agradável e bacana, com boa acústica, pecando somente na questão do calor, que transformou o lugar numa "sauna".
A banda O Inimigo abriu o evento mandando o seu hardcore 80's com muita eficiência e instrumental afiado, o destaque negativo foi o microfone do vocalista Kalota que estava muito baixo. Os sons novos que farão parte de um split agradaram bastante.
Depois entra em cena a banda Eu serei a hiena, com um som quase todo instrumental, contando apenas com uma música com vocal "Asterix" cantada pelo Rodrigo Dead Fish, a banda causa estranheza, mas é legal, lembrando um pouco do Fugazi.
A 3ª banda a tocar foi o Discarga, o lugar simplesmente virou do avesso, com a molecada se batendo, se espancando e se divertindo a valer com esses caras que tocam muito rápido, lembrando as bandas de hardcore da finlândia !!
E pra fechar o evento a quase extinta banda Rethink, os caras mandaram muitas músicas do primeiro cd, sendo que todas foram cantadas em uníssimo e foi de emocionar ao ver o público feliz por presenciar esse momento histórico.
O saldo geral foi muito satisfatório, vegans convivendo lado a lado com punks, cerveja e sanduiche de soja, faltando apenas as famosas barraquinhas de cds, lps, adesivos e camisetas.
Que venha o próximo evento.
Que a mtv não passa mais nada de bom, isso já faz um tempão.
Saudades dos tempos dos programas Fúria Metal e Lado B, onde várias bandas foram apresentadas e apesar do sucesso das bandas grunge (termo rídiculo), outras coisas bacanas que não se encaixavam também tinham o seu espaço, como bandas de trash metal, indie rock, pop rock, hardcore 80´s, hardcore melódico e etc.
Hoje a mtv está infestada de bandinhas mediocres, que agradam só os adolescentes e pouco apresenta de novidades.
O jornal da mtv, se salva da mediocridade e mostra algumas bandas novas, o pior é ver a cara da vj carla lamarca tentar cantar as músicas de bandas que poucas pessoas conhecem, como se estivesse cantando aquele clássico dos Rolling Stones !!!!
O ya dog, surgiu com uma proposta interessante, apesar da vj atrapalhada e sem graça, agora ela está melhorzinha, mas parou de mostrar as coisas novas e fica mostrando clipes e bandas que passam o dia inteiro.
A minha mtv agora é o myspace, faça o mesmo DESLIGUE A SUA MTV.
Após ler uma interessante entrevista com a banda Dead Fish no site www.punknet.com.br fiquei pensando, uma banda pode manter-se autêntica e criativa no mainstream como nos tempos de underground ?
Eu acho que sim, o próprio Dead Fish, está conseguindo manter-se coerente com suas propostas e o som continua o mesmo, só que com uma produção brutalmente melhor e com um maior alcance na mídia.
Já o Forgotten boys e o Hateen, que optaram por cantar em português nos novos discos e que são bandas que eu aprecio muito, me parecem que não conseguiram o mesmo êxito do Dead Fish.
Lá fora a coisa é mais ou menos igual, enquanto um Sonic Youth, Yo-la-tengo e Pavement fazem o que querem e lançam grandes discos, outras bandas como The Strokes e similares, ficam presas a mesma fórmula das majors.
Dá pra assinar contratos com as majors, sem se vender musicalmente, os músicos precisam se impor, por que com talento (quando se tem), é fácil de negociar.
Viva as bandas de garagem, viva as bandas independentes e viva os inferninhos rock clubs.